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17.03.2009
Produção brasileira de aço cresce 2,3 % em fevereiro
A produção brasileira de aço bruto em fevereiro de 2009 foi de 1,7 milhão de toneladas, representando aumento de 2,3% em relação a janeiro. Em relação aos laminados a produção de fevereiro, de 1,1 milhão de toneladas, representou crescimento de 11% em relação ao mês anterior.
Entretanto, na comparação com o mesmo período de 2008, a produção do primeiro bimestre de 2009, de 3,3 milhões de toneladas de aço bruto e 2,2 milhões de toneladas de laminados, mostra a queda de 42,4% e 49,7% respectivamente. Quanto às vendas internas, o resultado de fevereiro de 2009 foi de 958 mil toneladas de produtos, crescimento de 0,8% sobre o mês anterior. Quando comparado com igual período de 2008 registra-se decréscimo de 47,2%.
As exportações de produtos siderúrgicos em fevereiro de 2009 atingiram 474 mil toneladas de produtos no valor de US$ 278 milhões. O volume exportado foi 8,2% superior a janeiro, enquanto a receita caiu 31,2% refletindo a forte queda dos preços no mercado internacional de aço. Comparado com fevereiro/2008, o volume de exportações caiu 45,6%.
No que se refere às importações, registrou-se em fevereiro volume de 160 mil toneladas (US$ 267 milhões) totalizando, desse modo, 411,3 mil toneladas no primeiro bimestre.
O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos em fevereiro foi de 1,1 milhão de toneladas, totalizando, desse modo, 2,3 milhões de toneladas no 1º bimestre do ano. Esse valor representou queda de 43,6% em relação a igual período do ano anterior.
Fonte: Assessoria de Imprensa IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia)16.03.2009
Infraestrutura mantém alta a taxa de investimento
Apesar da crise, o comportamento do investimento no Brasil tenderá a se manter num patamar não distante dos 19% do Produto Interno Bruto (PIB) apurados em 2008. A taxa, historicamente, é considerada alta para o País, mas tímida para padrões internacionais. No Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a previsão da taxa de
investimento é de 19,6% ou 19,7% este ano. No Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) fala-se em 18%. Esse desempenho se deverá, em boa parte, aos projetos de infraestrutura em curso, como os tocados pela Petrobras, as usinas hidrelétricas do rio Madeira e os projetos das empresas de telecomunicações, que têm de investir para manter suas licenças de concessão de tecnologia 3G.
Outras fontes não são tão otimistas. "Tudo somado, não é suficiente para compensar a queda do investimento privado", contra-argumenta Paulo Sandroni, professor da Fundação Getulio Vargas.
Fonte: Gazeta Mercantil